sexta-feira, 29 de maio de 2009

Meditações Diárias

29 de maio
Sexta-feira

UM SANTUÁRIO NO TEMPO

“Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.” – Gênesis 2:1 e 2.

Deus criou os seres humanos para viverem em comunhão com Ele e uns com os outros. Essa comunhão atingia a sua culminância em um encontro especial entre Deus e os seres humanos a cada sábado.
O relato bíblico descreve a instituição do sábado nos seguintes termos:
“Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis 2:1-3). Deus instituiu o sábado através do tríplice ato de descansar, abençoar e santificar. Houvesse Deus apenas descansado, e dúvidas ainda poderia haver quanto à validade desse descanso para as criaturas. Mas o fato dEle também haver abençoado (transformando em um canal de bênçãos) e santificado (separando para uso sagrado) esse dia confirma a instituição edênica do sábado para a raça humana. Instituído na própria semana da criação “por causa do homem” (Marcos 2:27), o sábado se destina, não apenas a um grupo étnico ou religioso específico, mas a todos os seres humanos (sem exceção).
Sakae Kubo declara, em seu livro God Meets Man (pág. 24), que Deus “escolheu um segmento de tempo” para comungar com Suas criaturas por três motivos: (1) porque o tempo é universal, e está em toda parte; (2) porque o tempo é imaterial, apontando além do espaço e da matéria para as coisas espirituais; e (3) porque o tempo é todo-abarcante, jamais oscilando em intensidade. São essas características do tempo que permitem que o sábado, como um santuário no tempo, chegue igualmente a todos os seres humanos (ricos e pobres, cultos e incultos), unindo os observadores do sábado em uma só família. Mas, a despeito de o sábado ser universalmente disponível, ele não é imposto a ninguém. A realidade é que podemos existir no sábado, sem que o sábado exista para nós. O próprio mandamento “lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8) implica (1) que Deus não impõe a observância do sábado às Suas criaturas; (2) que podemos viver durante o sábado sem santificá-lo; e (3) que a santificação do sábado só ocorre quando existe uma resposta humana voluntária e positiva ao gracioso convite divino. Somos convidados por Deus a deixarmos de lado a cada sábado os nossos próprios interesses seculares (ver Isaías 58:12-14) para adentrarmos com Ele nesse santuário no tempo, no qual a existência humana atinge o seu verdadeiro propósito e significado.

Alberto R. Timm
Reitor do SALT

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meditações Diárias







28 de maio
Quinta-feira

RIR É UM BOM REMÉDIO

“Deus me deu motivo de riso.” – Gênesis 21:6.

Muitas coisas já foram ditas sobre o que os treinadores ensinam aos jogadores nas reuniões táticas; não são ocasiões que o treinador fala, fala e parece que não acaba nunca... Em uma ocasião, antes de um jogo importante, um treinador estava explicando como deveria jogar cada um dos componentes da equipe. Desenhava no quadro os jogadores de seu time e os adversários. Com o giz marcava a situação de cada um. De repente, depois de vários minutos de explicação, disse: “quando chegarem a esta situação, chutem ao gol, porque o giz acabou...”
Muito se poderia escrever sobre a importância do bom humor na vida. Inclusive, fisiologicamente, está demonstrado que as pessoas que vivem alegres são menos propensas às enfermidades. O organismo vive melhor quando se vive contente. Na Bíblia, Deus nos diz que devemos estar “sempre alegres”. Isto não quer dizer que devemos rir sempre mas que nossa vida deve refletir a alegria de nosso Criador em todas circunstâncias. Inclusive nos momentos tristes, podemos sentir a alegria interior, ainda que estejamos chorando; sabemos que em todas as coisas Deus é quem tem a última palavra. E isto nos faz felizes.
Em muitas ocasiões, vemos as coisas com um certo exagero. Nossa preocupação aumenta, damos uma importância exagerada a um problema, a uma situação difícil, a um fracasso... e na verdade tudo é menos importante do que imaginamos. À luz da Eternidade de Deus e de nossa vida para sempre, muitos dos “detalhes” desta vida não são mais do que isto: detalhes sem importância. Às vezes, até é bom levá-los com bom humor.
Existe uma maneira de reconhecer um cristão feliz: contar as vezes que se queixa. Quanto mais queixas saem de seu interior, menos gozo há dentro dele. Quanto mais nos queixamos, estamos ensinando aos demais que dependemos pouco de Deus. Quem confia em Deus não tem motivos para se queixar, para andar de mau humor, para viver de depressão em depressão... pode ser que tenha problemas sérios, situações difíceis ou fracassos. Não importa. Quem confia em Deus, sabe colocar todas estas coisas nas mãos dEle. Dá para saber que alguém crê em Deus, quando se vê o gozo refletido em seu rosto.

Jaime Fernández Garrido

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Meditações Diárias

27 de maio
Quarta-feira

DEUS É TÃO BOM
“Pois a bondade de Deus dura para sempre.” - Sal. 52:1.


Esta é a história do Pastor Estéfano Rutuna, o criador da letra e musica do conhecido corinho “Deus é Tão Bom”. Filho de pais muçulmanos, ia a uma escola evangélica na Uganda, sua pátria, apenas para aprender as noções do Francês, matemática, etc. Nenhum dos trezentos alunos foi ali buscar salvação. Mas a dedicação dos mestres impressionou a Estéfano. Começou a conhecer a Bíblia, depois a Jesus, ao ouvi-los se referirem sempre ao amor de Deus. Com doze anos Estéfano se entregou a Cristo. Quando adulto, um dia, foi convidado a ser o Primeiro-Ministro de seu país. Isto o deixou num grande dilema. Sendo um pastor e embaixador de Cristo entre as crianças africanas ele decidiu não aceitar o convite. Preferiu continuar anunciando o amor de Deus.
Mas o governo qualificou a recusa como alta traição contra a pátria; e ele foi tratado como espião. Estéfano foi preso, julgado e condenado à morte. Seria decapitado, e sua família queimada na sua casa. Quando chegou o dia, Estéfano testemunhou a morte de outros condenados, um a um, num total de doze. Mas ele não temia a morte. Sentia-se nas mãos de Deus, a quem amava e que tinha sido tão bom para ele. Lamentava apenas morrer nas mãos dos ímpios. Em sua última oração diante dos verdugos pediu que o Senhor Se dignasse tirar-lhe a vida. Que fizesse uso da tempestade que caía então, enviando um raio para matá-lo.
Nos seus últimos momentos de vida havia um canto de louvor a Deus nos seus lábios. Como rendendo o espírito, cantou um hino que ele próprio compôs, música e letra, sobre a bondade de Deus:
“Deus é tão bom, Deus é tão bom”, Deus é tão bom, é tão bom pra mim”.
Nesse instante Deus Se pronunciou. Um raio entrou no cárcere e atingiu um dos algozes, matando-o. O temor caiu em todos os carrascos. Ninguém se atrevia a decapitar Estéfano e suspenderam a execução.
No mesmo momento os soldados, que conduziram sua esposa e filhinhos para serem queimados com a casa, ficaram tocados com o testemunho do menino de quatro anos e não tiveram coragem de atear fogo e queimar a criança. O caso foi levado ao presidente, que retirou a sentença de morte, mas expulsou a família da Uganda para não mais voltarem. Vivem atualmente no Quênia.
Sim, “Deus é tão bom!”.

Inspiração juvenil
Casa Publicadora Brasileira, 1993

terça-feira, 26 de maio de 2009

Meditações Diárias

26 de maio
Terça-feira

COMO VIVER EM CRISTO

“Esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus.” – Gal. 2:20.

Vivemos nos dias mais solenes e mais próximos da volta de Cristo que qualquer mortal já tenha vivido. Portanto, necessitamos mais do que nunca daquela vivência com Jesus para sairmos vitoriosos deste grande conflito em que estamos envolvidos.
Cristo precisa estar presente em nossa vida. Temos de andar com Ele cada dia. Jesus precisa ser real para nós sem misticismos e disputas doutrinárias, sem as complicações teológicas que procuram nos envolver e obscurecer o brilho sensível da cruz. Nosso viver deve ser simples, “pela fé no Filho de Deus”.
Quando visitamos o “Speaker’s Corner” (A Esquina dos Oradores), um lugarzinho especial no Hyde Park de Londres, onde qualquer pessoa pode falar o que bem entender, lembrei-me da seguinte história verídica:
Num lado do “Speaker’s Corner” estava um homem procurando provar que Deus não existe e que Cristo foi apenas um homem comum. Do outro lado, em cima de um caixote, um crente simples e quase inculto falava de Jesus e Seu amor por ele. Nisso o ateu o interrompeu e o desafiou a provar que Deus existe. Então fez algumas perguntas acerca de Cristo. “Você sabe em que cidade Jesus nasceu?” O cristão disse que não sabia. “Você sabe onde Ele morreu?” Também não sabia. “E você sabe quando o seu Cristo morreu?” “Não”, respondeu o cristão. “Vocês estão vendo? Este cristão não sabe nada do seu Cristo!”
Quando o ateu terminou de escarnecer, o cristão virou-se para ele e disse:
“É verdade que eu não sei onde Jesus nasceu, onde morreu e nem quando. Mas, uma coisa sei, e é que antes de eu viver com Cristo, eu gastava todo o salário em bebidas, brigava com a esposa e as crianças quando voltava bêbado para casa; não tínhamos comida;os filhos e a esposa viviam maltrapilhos e não tínhamos mobília. Mas hoje eu não bebo mais, temos comida e alguns móveis, minha mulher e meus filhos estão vestidos decentemente e quando chego em casa eles vêm me receber alegres. Isto é tudo que eu sei de Jesus e o que Ele fez por mim!” O ateu desceu da sua plataforma e foi saindo de mansinho... Cristo era real para aquele cristão. Precisa ser para nós também. Por que não o é?
“O problema com muitos é que eles perderam de vista a Jesus, falharam em ver no Seu caráter a negação do eu, o amor e a misericórdia, e assim não O imitaram.” – Manuscrito de E. G. White, nº 4, 1885. “Eles não compreendem que só podem alcançar o Céu mediante o conflito e a negação do eu.” – Ibidem, nº 3, 1885.

Moysés S. Nigri
Com Deus todos os dias/Casa Publicadora Brasileira

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Meditações Diárias


25 de maio
Segunda-feira

A IMPORTÂNCIA DE LER A BÍBLIA

Quando estiver procurando por sabedoria, alegria e bênçãos, consulte a Palavra de Deus. Ela torna pessoas simples em sábias. Traz alegria ao coração. Dá aos olhos revelações. É, completamente, justa, verdadeira e eficaz.
A Bíblia é o único livro do mundo em que o Autor vem para ensinar pessoalmente as verdades nele contidas. O próprio Espírito Santo será seu Professor ao abrir as páginas da Palavra de Deus com um coração faminto. Sempre haverá Alguém que estará presente, sempre com você e ansioso para lhe revelar uma luz no texto.
Ainda, lembro-me de momentos em minha vida quando estava para tomar uma decisão que sabia, em meu coração, estar errada. E quando, começava a me virar naquela direção o Espírito Santo passava a Escritura em minha mente. Podia ver cada palavra de minha própria Bíblia. Podia ver a página e a parte exata onde a passagem se encontrava.
O Espírito usava o que eu conhecia da Escritura para me avisar e direcionar ao caminho certo. Ele usa o que você sabe. Usa o que está aprendendo, o que está tirando das Escrituras para uso próprio.
Então, naqueles momentos em que você precisa dar um importante passo ou tomar uma decisão crítica, o Espírito colocará aqueles versículos em sua memória e permitirá que apareçam diante dos seus olhos espirituais. Não deixará que você faça coisas que teria feito se não conhecesse a mente e o coração de Deus. Ao abrir Suas páginas, procure por conselhos práticos, mandamentos a serem obedecidos, fatos a serem conhecidos, exemplos a serem seguidos e promessas a serem usufruídas.
Paulo escreve que a Bíblia “é, divinamente, inspirada” (II Timóteo 3:16). E explicou como pode ser proveitosa em várias áreas da vida:

- É proveitosa para ensinar: mostra-nos o que fazer.
- É proveitosa para redargüir: mostra-nos o que não fazer.
- É proveitosa para corrigir: mostra-nos o que fazer quando não fizemos o que deveríamos ter feito.
- É proveitosa para instruir em justiça: mostra-nos como andar retamente, levando-nos a abençoar e frutificar.

Guarde este conselho: você nunca, nunca se arrependerá do tempo investido no cuidadoso estudo da Palavra de Deus. Ele será útil de muitas formas – hoje, amanhã e enquanto você viver.

José Venefrides
Líder de Jovens da Associação Paulistana