sexta-feira, 22 de maio de 2009

Meditações Diárias


22 de maio
Sexta-feira

UM MUNDO DE RIQUEZAS

“O vencedor herdará todas essas coisas, e eu serei o seu Deus e ele será meu filho.” - Ap 21:7.

A coisa que as pessoas mais desejam é dinheiro. Estudam e se esforçam para ganhar mais e mais dinheiro. O dinheiro é considerado o passaporte para a felicidade. Com dinheiro as pessoas esperam adquirir sucesso, saúde, consumo, status, poder.
Essas coisas são boas se bem utilizadas. Mas Jesus afirmou que há um tesouro mais valioso do que tudo isso. Ele disse que se você descobrir onde está esse tesouro, deve vender tudo que tem e adquiri-lo. Que tesouro é esse? O reino de Deus (Mt 13:44).
O reino de Deus é um estado de bem-estar, de segurança e alegria que resulta de nossa união com Jesus Cristo. Quem está em Cristo tem paz, tranqüilidade e salvação. O reino de Deus, porém, não é assim totalmente imaterial. Essas dádivas espirituais são o essencial, mas Deus tem mais.
O Apocalipse descreve o lugar desse reino. O apóstolo João fala de “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21:1). Tudo renovado, mais belo, mais reluzente, mais magnífico. Natureza exuberante, águas limpas, céu azul, natureza perfeita.
No mesmo capítulo, ele também fala de uma cidade, uma metrópole, com ruas amplas e arborizadas, asfaltadas com ouro. Casas belíssimas. Na cidade há um rio azul e límpido que rega a árvore da vida. Essa árvore, a mesma do jardim do Éden, dá um fruto rejuvenescedor, restaurador, que será alimento dos cidadãos desse reino (Ap 22:2).
A cidade é um tipo de um condomínio, tem uma muralha alta com pedras preciosas, e o síndico é o próprio Deus. “Deus mesmo estará com eles” (Ap 21:3). Embora tenha muro, a cidade terá suas portas sempre abertas, para dar boas-vindas a todo visitante, que virá de diversas regiões do universo.
Essa cidade perfeita, onde haverá vida plena, tem um “porém”. Ali ninguém consegue comprar uma casa, nem lote. Não há dinheiro capaz de pagar. Não há banco capaz de financiar. Mas o Apocalipse também diz que só não terá um lugar ali os covardes, incrédulos, impuros, mentirosos, feiticeiros, e pessoas afins, que não são amigas de Cristo.
Os amigos de Cristo, que purificaram sua vida no sangue do Cordeiro, terão uma propriedade na cidade (Ap 22:14). Nela vão residir e desfrutar vida plena.
Hoje mesmo você pode garantir sua entrada na cidade, tendo a Cristo como seu salvador e senhor.

Vanderlei Dorneles
Professor do UNASP-EC

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Meditações Diárias


21 de maio
Quinta-feira

SUCESSO

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Marcos 8:36.

“Tudo posso naquele que me fortalece.” – Filipenses 4:13.

Sucesso! Palavra provocante, fascinante que é utilizada para denotar o êxito em empreendimentos humanos, frequentemente associados ao “ser”, ao “ter” e ao “fazer”.
Qualquer que seja o contexto considerado, trabalho, esporte, escola, artes, há algumas idéias que vêm à mente quando pensamos em Sucesso: nome, prestígio, fama, poder, riqueza, notoriedade.
Conquanto em si mesmos, quaisquer desses atributos sejam moralmente neutros, isto é, não sejam bons nem maus, os fins a que se prestam é que lhes definem o caráter e o valor.
Como a felicidade é um ideal perseguido por todo ser humano, associa-se ao sucesso a fonte ou a causa da felicidade. E esta idéia, tem muito de verdade, desde que seja considerada numa perspectiva diferente da que lhe é dada comumente.
Com efeito, o sucesso não está, necessariamente, no podium! Está em chegar! Por isso, o caminho, a trajetória, os passos dados na direção correta, segundo as forças, habilidades e o ritmo de cada um, são igualmente fontes de alegria e de felicidade. Portanto, não há necessidade de se frustrar, quando não se é o primeiro, quando se constrói o melhor, com o melhor que é possível dedicar, isso também é sucesso.
Numa abordagem cristã, não somos estimulados a contentar-nos com pequenas realizações. Tampouco, encontramos qualquer respaldo na Palavra de Deus para que nos descansemos na mediocridade. Isto desonra ao Criador que deseja ver naqueles que foram criados à Sua imagem e semelhança, identificação plena e refinada sintonia com Seus atributos de sucesso. Este é o padrão a que somos desafiados perseguir. No entanto, ao perseguirmos o sucesso neste mundo, corremos o risco de desviarmos o foco e invertermos as prioridades, pois: “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).
É precisamente esta visão de sucesso que os evangelhos, também, nos estimulam cultivar, hierarquizando os valores, e escolhendo em ordem de precedência os valores eternos em relação aos temporais, os celestes em relação aos terrenos. Estes são os que produzem sucesso numa perspectiva cristã! De fato!

Parte 2
Há um tema em relação ao qual é impossível ficar indiferente, é a questão do sucesso ligado a um fato, a um empreendimento, a uma realização ou a um feito!
Como podemos saber se nossa avaliação pessoal a respeito do sucesso é positiva ou negativa? ´
E construtiva ou destrutiva? É segundo o propósito de Deus, ou propósito pessoal para a vida humana?
Para testar se o conceito que temos formulado a respeito do sucesso é o correto, na perspectiva bíblica, é suficiente levantar umas poucas questões: Quem está sendo honrado com o fato? Que benefícios são trazidos e quantos são os beneficiários deste empreendimento? Qual será o efeito a longo prazo desta realização? Vale a pena ser copiado e reproduzido este exemplo?
Há um princípio universal que rege a experiência humana qualquer que seja sua trajetória nesta terra: Toda realização humana, independente de sua natureza, acarreta conseqüências que influenciam o mundo interior de quem as pratica e em escala variável, os outros.
Há realizações, boas ou más, notáveis ou inexpressivas. Há feitos de alcance limitado, de duração passageira, e de efeitos apenas terrenos. Por outro lado, há igualmente outros tantos que se projetam para além do tempo.
Escolher influenciar positivamente a vida pessoal e a dos outros, e um desafio permanente, pois compreende uma submissão contínua à vontade de Deus, dirigindo os pensamentos, os ideais, as escolhas e as ações.
No entanto, há um segredo para se caminhar segundo esta direção, e tristemente, não são todos os que o adotam. Pois admiti-lo pressupõe reconhecer as limitações diante de Deus e ao mesmo tempo apropriar-se, pela fé, de Sua força e de Seu poder para cooperar com o ser humano neste processo.
O apóstolo Paulo, expressão máxima de sucesso evangelístico, não só compreendeu com clareza cristalina esta verdade. Ele também compartilhou conosco este segredo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13).
Cooperação com Deus e dependência dEle, é um segredo infalível para o sucesso. O sucesso real e verdadeiro!

Euler Pereira Bahia
Reitor do UNASP

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meditações Diárias


20 de maio
Quarta-feira

NUNCA AGIR SEM PENSAR

“Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.” – Provérbios 19:2.

O verso de hoje é uma figura da literatura hebraica chamada paralelismo. No paralelismo bíblico, a primeira sentença dá a declaração e a segunda complementa o pensamento da primeira. A Bíblia na Linguagem de Hoje apresenta o verso da seguinte maneira: “Agir sem pensar não é bom; quem se apressa, erra o caminho.”
Muitos problemas e dificuldades poderiam ser evitados se aprendêssemos a “agir depois de pensar”, mas geralmente os atos e palavras que nos trazem complicações são fruto de reações quase instintivas e impensadas.
O famoso “estopim curto” tem deixado no caminho muitos corações feridos, sonhos frustrados e amizades desfeitas.
Como controlar essas reações instintivas, vivendo em comunhão com Cristo? É simples. O cristão, que depois de ter seus momentos devocionais com Cristo, parte para a luta da vida com Jesus, fazendo de sua vida diária um permanente “estar ligado a Cristo”, simplesmente contará para Jesus o que está sentindo na hora da tentação, e Jesus fará desaparecer o sentimento negativo de maneira natural.
“Pastor, o senhor está sendo muito utópico. Ninguém pensa em Jesus na hora em que as batatas esquentam”, poderá você pensar. E talvez tenha razão e aí esteja todo o nosso problema. Na hora da dificuldade estamos sem Cristo, e sem Cristo, que é a salvação, já estamos perdidos, mesmo que não falemos uma palavra feia ou façamos algo errado contra alguém.
Manter-se ligado a Jesus cada segundo é a grande luta do cristão. É isso que é a vida cristã: comunhão permanente com Cristo. As outras coisas boas que chegamos a fazer, serão sempre resultado natural do companheirismo com Cristo.
Conheci um rapaz que era um espetáculo, mas quando entrava na quadra de esportes, brigava com todo o mundo e fazia um escândalo por qualquer coisa. Anos depois o vi, completamente transformado. Continuava praticando esportes, mas era agora um cavalheiro. Sua vida diária de comunhão com Cristo foi o segredo de sua vitória. Podia ter abandonado o esporte para não criar dificuldades ou poderia levar Jesus no campo de esportes. Fez o segundo plano e deu resultado.
Quer dizer que quem está em comunhão permanente com Cristo, nunca tem reações instintivas próprias da natureza humana? Tem, sim, mas ninguém será julgado por isso.
O caráter de uma pessoa não se julga por um ou outro ato bom ou mau, mas pela tendência da vida.
A presença permanente de Cristo fará que esses “atos instintivos” sejam cada vez menos freqüentes, dando lugar ao caráter maravilhoso de Jesus.

Alejandro Bullón
Mais Semelhante a Jesus/Casa Publicadora Brasileira

terça-feira, 19 de maio de 2009

Meditações Diárias


19 de maio
Terça-feira

ACHADOS E PERDIDOS

“Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.” – S. Lucas 15:32.

O capítulo 15 do evangelho segundo Lucas foi definido muito apropriadamente como o Departamento de Achados e Perdidos do evangelho. Nele encontramos três parábolas de Jesus: a ovelha, a dracma, e o pródigo – perdidos, mas afortunadamente encontrados.
Foi quando o jovem rebelde se sentiu perdido que “caiu em si”, e viu-se a si mesmo em sua condição real: Um homem fora de si. Vivia entre os porcos – a situação mais aviltante a que um jovem judeu podia chegar, na escala social. Quão elevado é o preço do pecado!
Mas quando voltou à casa paterna, seu pai o recebeu com alegria, demonstrando-lhe toda a grandeza do seu generoso amor. Além de perdoá-lo, mandou buscar as melhores vestes, providenciou novas sandálias e pôs-lhe no dedo um anel. E como expressão máxima de seu gozo, o pai ordenou a preparação de um banquete para celebrar o evento.
O filho recebeu, com efeito, o acolhimento de um “herói”, embora não passasse de um perdulário irresponsável. A sua conduta leviana o desqualificava a receber qualquer atenção por parte do pai. Mas foi acolhido festivamente, porque o pai o amava, apesar de sua rebelião.
Esta atitude nos permite concluir que o herói desta parábola não é o filho, mas o pai. Portanto, o título mais apropriado para este ensino de Jesus, seria: “A parábola do pai amoroso”. É o pensamento que deveria aflorar desta porção das Escrituras, não seria o pecado d filho, mas o extremo amor do pai.
E finalmente, uma sucinta reflexão sobre o “irmão mais velho”, que se mostrou irritado com a notícia do banquete que o pai organizou para recepcionar o filho arrependido. Ele tipifica os fariseus dos dias de Jesus e representa também os fariseus modernos que ocupam hoje os bancos da igreja. Estes parecem fruir um prazer íntimo quando certos crentes tropeçam e deixam a igreja. Nada fazem para fortalecê-los na fé e em lugar de se alegrarem quando os vêem regressando a Deus, criticam a igreja por havê-los recebido “precipitadamente”.
Mas, em contraste com o espírito do “irmão mais velho”, devemos ir ao encontro do pecador angustiado. “Não o exponhas à vergonha” – exorta a inspiração – “contando suas faltas aos outros. ...Trate o irmão com piedosa ternura com outro irmão, sabendo que, se for bem-sucedido salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão dos pecados.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 331.

Enoch de Oliveira
Bom dia Senhor/Casa Publicadora Brasileira

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Meditações Diárias


18 de maio
Segunda-feira
QUANDO DEUS OPERA POR NOSSO INTERMÉDIO

“Senhor, quando foi que Te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não Te assistimos? Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer.” - S.Mat. 25:44 e 45.

Pouco depois que William McKinley foi eleito presidente dos Estados Unidos, alguém recomendou que ele designasse determinado político eminente como embaixador em um país estrangeiro. Enquanto McKinley considerava a recomendação, um incidente que havia ocorrido vários anos antes, ajudou-o a decidir-se.
Certo dia, à tardinha, McKinley embarcou num bonde e sentou-se no último banco vazio. Momentos depois, uma idosa lavadeira entrou no bonde, carregando uma pesada cesta de roupas. Andou por toda a extensão do corredor, procurando um assento. Como não tivesse encontrado nenhum, ficou parada no corredor, junto do homem que, agora, o presidente estava considerando para o cargo de embaixador. O homem, obviamente, viu a idosa senhora, mas em lugar de oferecer-lhe o banco, ergueu o jornal de modo a encobri-la de sua visão. Com pena dela, McKinley levantou-se, caminhou pelo corredor, tomou a cesta de roupas da senhora e conduziu-a para o banco. O candidato a uma embaixada, provavelmente, nunca soube que seu pequeno ato egoísta lhe custara aquilo que poderia ter sido o cargo mais elevado de sua carreira.
O que você teria feito, o que eu teria feito, se estivéssemos no lugar daquele homem? Suponhamos que tivéssemos cedido nosso banco; teríamos feito isso para “aparecer”, com o fim de sermos “vistos pelos homens” (Efés. 6:6; S. Mat. 23:5) ou por que Deus estava trabalhando por nosso intermédio “segundo a Sua boa vontade?” (Filip. 2:13).
As boas obras que o Céu aprova são aquelas que brotam de um coração que ama desinteressadamente; esse tipo de amor vê uma necessidade e executa um ato bondoso, sem nunca buscar o reconhecimento! Mas, se o reconhecimento vier, esse tipo de amor, humildemente, atribui o crédito e a glória ao Pai celestial e continua fazendo o bem, sem entender que tenha feito algo fora do comum. E ele não fez mesmo algo incomum – foi, simplesmente, Deus cumprindo “a Sua boa vontade” por seu intermédio!

Paulo Cezar de Azevedo
Secretário Geral do UNASP