quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Meditações Diárias

NATUREZA SUICIDA

“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e sim o que detesto. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.”
Rom. 7:15 e 17

Conta uma lenda indiana que, certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio para fazer um pedido: "Sapinho” – disse ele – “você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
"Só se eu fosse tolo!” – respondeu. “Você vai me picar, eu ficarei paralisado e afundarei."
O escorpião, com carinha de boas intenções, replicou: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos." O sapo parou, pensou e decidiu dar um voto de confiança, afinal, de fato, se o seu “amigo” o picasse, morreria junto com ele.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no anfíbio. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo perguntou: "Por quê? Por quê?" O escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."
Que natureza suicida a deste escorpião, não é mesmo? É lastimável dizer, mas é bem parecida com a nossa.
Quantas vezes “cravamos nosso ferrão” em familiares, amigos, colegas, professores e – por mais insensato que pareça – naqueles a quem mais amamos. Pode ser o ferrão do mau humor, da crítica, da inveja, do egoísmo, das palavras ríspidas, o ferrão da falta de amor.
Como o escorpião, essa é a nossa natureza. É exatamente como Paulo disse aos Romanos: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e sim o que detesto. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.” - Rom. 7:15 e 17.
Tenho certeza de que você quer ser diferente. É claro que não quer morrer afogado no rio desta vida por não conseguir controlar sua natureza pecaminosa. Para isto, “O coração inteiro tem de render-se a Deus, ou do contrário não se poderá jamais operar a transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Por natureza estamos alienados de Deus. (...) Somos retidos nos laços de Satanás, "em cuja vontade" (II Tim. 2:26) estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele.” - Caminho a Cristo, p. 43.
Deus deseja transformar nossa natureza de escorpião e fazer-nos pessoas melhores, pessoas que possam mostrar o poder de uma vida transformada por Jesus.
Comprometa-se com este estilo de vida. “Seja vossa oração: ‘Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti.’” - Caminho a Cristo, p. 70.
José Umberto Moura de Oliveira
Diretor de Desenvolvimento Espiritual
UNASP Campus EC

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Amanhecer em Hortolândia

Esta foto foi enviada pela amiga Ana Maria Gallo. A foto foi intitulada: "Amanhecer em Hortolândia."

Meditações Diárias

INSTRUMENTOS DE DEUS

“Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este [referindo-se a Saulo/Paulo] é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel.”
Atos 9:15


Até algumas décadas atrás, os índios Kaiuás ocupavam ainda inúmeras aldeias no Mato Grosso do Sul. De 1915 a 1928, o Governo Federal demarcou para usufruto dos índios um total de oito reservas, perfazendo 18.124 hectares. Este foi o início de um processo compulsório de confinamento das diversas aldeias que antes se encontravam espalhadas em um imenso território, mas que desde então deveriam se limitar às reservas demarcadas. Com a implantação da Colônia Agrícola Nacional, em pleno território de inúmeras aldeias kaiuás, feita por Getúlio Vargas, a partir de 1943, e com a instalação das fazendas de gado a partir de 1950, ocorreu a ocupação definitiva da totalidade do território tradicional pelas frentes de ocupação não-indígena.
O confinamento dentro das Reservas, que atingiu seu auge nas décadas de 1980 e 1990, criou uma realidade altamente complexa: a superpopulação, a sobreposição de aldeias e chefias, a restrição na mobilidade geográfica e o gradativo esgotamento dos recursos naturais. Este processo histórico, extremamente desfavorável aos Kaiuás, propiciou inúmeras dificuldades que são atualmente vivenciadas por eles resultando em intenso consumo de bebidas alcoólicas e o elevado número de suicídios.
Desde 1928, com a permissão da FUNAI, uma missão evangélica norte-americana se instalou na região de Dourados (MS) para levar o evangelho à maior aldeia do Brasil. Chamada de Missão Kaiuá, o movimento missionário abriu um hospital e uma escola para os índios. Em virtude da disputa histórica pelas terras nessa região, o preconceito afastou os brancos dos índios. Por isso, os índios não são bem recebidos na cidade e são atendidos apenas no hospital da missão.
Além do desafio de aprender a língua kaiuá a partir da tentativa de decifrar sons e gestos dos índios, os missionários também conseguiram codificá-la e registraram-na por escrito pela primeira vez através da publicação da Bíblia kaiuá. Este foi o trabalho de toda uma vida da missionária inglesa Audrey Taylor, que ao dizer, enfaticamente, “Deus me chamou para isso”, demonstra estar feliz, pois através de seu trabalho Deus pode falar com os índios na própria língua kaiuá. Pode Deus também falar às pessoas ao seu redor através do seu trabalho, suas ações, suas palavras, gestos e atitudes? Assim como Deus chamou Audrey para fazer esse trabalho, Ele também o chama para ser um instrumento através do qual ele possa falar com as pessoas.

Adriani Milli
Professor no UNASP Campus EC

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meditações Diárias

O QUE VOCÊ VÊ PELA JANELA?

Existe uma história interessante acerca de dois homens que estavam gravemente enfermos e se encontravam no mesmo apartamento de um hospital público. Vamos chamá-los de José e João.
O quarto era pequeno e havia uma única janela. José tinha a sua cama perto da janela e passava as tardes sentado na cama e olhando para fora. João, o seu companheiro de quarto, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima.
Quando José era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo para João o que “via” lá fora. Parecia que a janela dava vista para um grande parque onde havia um lago. Havia muitos patos e cisnes no lago e as crianças ficavam atirando pão e também gostavam de colocar na água barquinhos de brinquedo. Havia também vários casais de namorados que caminhavam alegremente de mãos dadas entre as árvores e havia flores, gramados e garotos jogando futebol. Lá no fundo, por trás das grandes árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
João ficava ali deitado e ouvia o amigo descrever tudo isso, apreciando muito todos os detalhes. Ouviu acerca de uma criança que quase caiu no lago e sobre como havia garotas bonitas em seus vestidos coloridos.
Com o passar dos dias, as descrições fizeram João sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora e sentia uma vontade tão grande de deitar-se junto à janela que não ficou nem um pouco triste quando o amigo foi transferido para uma outra ala do prédio.
Um pouco mais tarde naquele dia, João perguntou para a enfermeira se poderia ser colocado na cama perto da janela. Eles prontamente atenderam ao seu pedido e o colocaram lá. Cuidadosamente o aconchegaram sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. Um minuto depois que saíram, ele se apoiou sobre os cotovelos, com dificuldade e sentindo muita dor, olhou para fora da janela. Tudo o que ele viu foi apenas um muro velho e sujo!
O que é que estamos vendo pela janela da vida, onde talvez só existam muros? É incrível como muitas pessoas transformam muros em jardins primaveris, enquanto outras deixam os muros apenas como muros velhos e sujos.
Vamos lá! Tem um lindo parque florido, de muitas possibilidades, onde talvez você esteja vendo apenas um muro sujo e feio de muitos problemas.

Antonio Braga Filho
Professor no UNASP Campus SP