quinta-feira, 12 de março de 2009

Meditações Diárias

SAÚDE E DESEMPREGO

“Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma.” - III João 2.

São Paulo, 7h30 da manhã. Uma multinacional americana vai selecionar candidatos para estágio. A vaga é uma só e os pretendentes são 20. Todos têm curso universitário, conhecimentos de informática e inglês. Os vinte estão reunidos numa sala, quando entra o encarregado de seleção. Indaga: “Quem leu os jornais de hoje?”. Três levantam a mão. Sem qualquer hesitação, manda saírem da sala os dezessete que ficaram estáticos, sem olhar os seus currículos ou sequer falar com eles...
Se histórias com esse teor criam insegurança, é bom saber que elas vão continuar: esse processo que alguns chamam de “selvagem e desumano”, não tem nenhuma razão para ser estancado nos próximos anos.
Com o desemprego crescendo, o nível de exigência dos profissionais hoje, também, cresce. O profissional do futuro deve ter requisitos extras para ser admitido. Dentre eles, o domínio-próprio, também, conhecido como autocontrole. Emoções sob controle, domínio corporal e do espaço, dons para interagir com os outros, fizeram de Ayrton Senna da Silva um campeão mundial de Fórmula 1, com remuneração e reconhecimento extratosféricos. A inteligência emocional será cada vez mais valorizada.
Esse autocontrole é encontrado especialmente em pessoas que exercitam isso através de atitudes de temperança, cuidando de si mesmas, cuidando da sua saúde e do asseio corporal, evitando as coisas perigosas e usando as coisas boas em quantidade adequada. O interesse por si próprio é essencial e tem sido cada vez mais valorizado nos ambientes de trabalho.
Segundo pesquisa feita pelo grupo Catho, 50% das empresas já apresentaram restrições aos obesos e 20% só admitem alguém com essas características, se não houver outro candidato. Discriminação? Pode ser, mas é a triste realidade. As empresas alegam que indivíduos obesos representam maiores riscos e custos. Este pode ser um fator negativo de desempate entre candidatos com desempenhos idênticos. Existe ainda uma relação entre o fumo ou a prática de exercícios e a remuneração no emprego. Em algumas empresas, os não-fumantes ganham mais do que os fumantes. Os que fazem exercícios também têm salários melhores que os sedentários. O mesmo acontece no Japão.
É claro que não preparamos esta mensagem com o intuito de assustar ou de que as pessoas passem a cuidar do seu corpo para garantir uma vaga no mercado de trabalho. Nosso objetivo é mostrar mais uma faceta da importância do interesse pelo eu, por nosso corpo, por nossa valiosa saúde.
A saúde vale ouro. Só quem a perde o sabe. E as empresa, hoje, reconhecem e valorizam essa verdade.
Deus também deseja aos seus filhos uma vida plena em todos os sentidos. O apóstolo João retrata este desejo em suas palavras: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.” (III João 2). Que tal priorizar o cuidado de si para cumprir este plano de Deus para a sua vida?

Márcia Cristina Teixeira Martins
Professora do UNASP-HT

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