quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Meditações Diárias

CULTIVE A ESPERANÇA

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.”
Fil. 3: 13 e 14

Algumas pessoas têm uma dificuldade enorme de viver o presente. Estão sempre amarguradas pelas derrotas e problemas do passado. Não realizam quase nada. Não tem metas ou objetivos, não se atualizam. Insistem em ficar remoendo os reveses da vida, coisas que não podem ser modificadas. Outros estão sempre impressionados com as glórias que um dia viveram. Essas pessoas também não são muito produtivas. Estão fixas no que um dia fizeram. Coisas que no presente, talvez, não tenham qualquer importância ou relevância.
No texto de hoje vemos que Paulo encara a vida da maneira correta:
Não se mostra extasiado com seus triunfos nem frustrado com suas derrotas.
Deixa transparecer que o passado existe para aprendermos com ele, não para vivermos nele.
Ele olha para o futuro. Nele estão suas metas e esperanças.
Vê o presente da maneira correta: A palavra “prossigo” indica que ele aceitava os desafios da vida. Mas não perdia tempo nem energia lidando com crises imaginárias.
É como aquela história do homem que vendia cachorro quente na beira da estrada. Os negócios iam bem e ele faturava um bom dinheiro na beira da estrada vendendo os melhores lanches do mundo. Mas um dia seu filho voltou do exterior. Quando viu seu velho pai fazendo aquele trabalho, logo disse:
- “Pai, você não viu os jornais? Não ouviu as notícias? Não está atento para o que está acontecendo no mundo? A coisa está feia! As empresas estão quebrando, o mercado está saturado, o mercado das bolsas de valores está instável. Todos estão se sentindo inseguros. É melhor você parar de investir tanto nesses seus cachorros quentes!”
O pai imaginou que o filho tivesse razão. Afinal, ele era apenas um velho vendedor de beira de estrada e seu filho um homem inteirado do mundo dos negócios. Então diminuiu o molho (que era uma delícia), reduziu a variedade de recheios. Fez um pão menor e menos fofinho e colocou menos salsichas no carrinho.
As pessoas começaram a deixar de parar ali. Afinal o lanche do bom velhinho já não era a mesma coisa. Foi quando aquele homem disse para si mesmo: “É verdade, bem que meu filho disse. A coisa está feia!”
Se você anda com Deus, não se vanglorie das vitórias do passado nem se incomode com as suas derrotas. Aceite os desafios da vida. Prossiga para o alvo. Confie nEle. Cultive a esperança.

Denis Konrado Fehlauer
Diretor de Desenvolvimento Espiritual
UNASP Campus SP

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